7 de jul de 2018

voltei aos primeiros posts desse blog... criado lá em janeiro de 2009...
acho que criei ele só pra dar a impressão de ser um cara descolado e bacana, pra impressionar a guria que eu tava curtindo...
depois fui olhar os outros posts... eu aposto que iria sentir uma puta sensação de nostalgia gostosa se estivesse vendo isso em qualquer outro momento.
eu era um guri meio merda mesmo lá atrás, mas sei lá, agora tenho vergonha de ter me tornado o cara que sou, vendo essas coisas do passado, vendo o que eu fazia e não faço mais.
também, não sei... eu consegui fazer tanto nesse tempo de lá pra cá, mas ao mesmo tempo tão pouco...

pensando aqui, várias das coisas que eu achava verdade em 2009 pra mim ainda às são.
e é talvez aí que esteja o erro.
talvez eu tivesse que ter mudado mais, não apostado no seguro.

... tem umas postagens nesse blog que eu realmente tenho orgulho de ter feito, não mudaria uma vírgula. puta merda.

eu acho que eu poderia dar uns bons conselhos pro nataniel do passado, mas com certeza eu deveria ouvir muito mais os dele...
tu ta fazendo muita falta.

14 de out de 2010

“Ouvir alguém que produz a sua própria cerveja, é como ouvir um fanático religioso a falar do dia em que ele viu a luz”
Ross Murray

a ignorância não é uma benção.

não, não é.

não existe nada mais belo no mundo do que a verdade. e apesar de que a verdade não lhe libertará. ela ainda me parece a melhor opção.

e existem aqueles que mesmo sabendo da verdade, defendem a mentira.

22 de set de 2010

"Pois, no fim, o medo elimina no homem a própria humanidade. E o medo, meus bons amigos, o medo é a própria base e fundamento da vida moderna. Medo da tão apregoada tecnologia que, enquanto eleva o nosso padrão de vida, aumenta a probabilidade de nossa morte violenta. Medo da ciência que tira com uma das mãos ainda mais do que tão prodigamente distribui com a outra. Medo das instituições manifestamente fatais pelas quais, em nossa lealdade suicida, estamos prontos a matar ou morrer. Medo dos Grandes Homens que elevamos, por aclamação popular, a um poder que eles usam, inevitavelmente, para nos massacrar e escravizar. Medo da guerra que nós não queremos mas tudo fazemos para desencadear."

O macaco e a essência, Aldous Huxley